Soja sobe em Chicago com clima e tensões
O contrato de soja para março avançou 0,83%
O contrato de soja para março avançou 0,83% - Foto: Leonardo Gottems
A soja encerrou o dia, a semana e o mês com valorização na Bolsa de Chicago, em meio a fatores climáticos na América do Sul e tensões geopolíticas que influenciaram o mercado internacional de commodities. Segundo análise da TF Agroeconômica, o movimento positivo foi sustentado principalmente pelo desempenho do óleo de soja e pelas incertezas em torno da colheita brasileira.
O contrato de soja para março avançou 0,83%, ou 9,50 cents por bushel, fechando a 1.157,25 cents. Já o vencimento maio subiu 0,62%, ou 7,25 cents, a 1.170,75 cents por bushel. O farelo de soja para março recuou 0,66%, com perda de 2,1 dólares por tonelada curta, encerrando a 315,5 dólares. O óleo de soja para março terminou estável, cotado a 61,29 cents por libra-peso.
Ao longo de fevereiro, a oleaginosa acumulou valorização consistente, apoiada pela alta do óleo e pelos relatos de dificuldades na colheita no Brasil. Consultorias passaram a divergir sobre o tamanho da safra brasileira. O Rabobank elevou sua estimativa para perto de 181 milhões de toneladas, enquanto outras revisaram para baixo as projeções mais otimistas, citando problemas climáticos no Rio Grande do Sul e no Centro-Oeste. Apesar das diferenças, há consenso de que o país deverá colher uma safra recorde.
No cenário externo, os conflitos recentes envolvendo EUA e Irã, além de tensões entre Paquistão e Iraque, impulsionaram os preços do petróleo, fortalecendo a demanda internacional por biocombustíveis.
No acumulado da semana, a soja subiu 1,74%, ou 19,75 cents por bushel. O farelo avançou 1,84%, ou 5,70 dólares por tonelada curta, e o óleo ganhou 4,02%, equivalente a 2,37 cents por libra-peso. Em fevereiro, a alta da soja foi de 8,74%, ou 93 cents por bushel. O farelo acumulou ganho de 7,5%, ou 21,9 dólares por tonelada curta, enquanto o óleo avançou 14,54%, com valorização de 7,78 cents por libra-peso.